Geovane Tenório
 

 

Perguntas & Respostas

Dra. Geovana Tenório Responde

Geovana Tenório 1. O que é cárie?

     Cárie é uma doença infecciosa e contagiosa, resultante de 4 fatores interligados (dentes, bactérias, resíduos alimentares e tempo para o alimento sofrer fermentação). Para que esta doença se desenvolva, é necessário que exsistam, simultaneamente, dentes susceptíveis, microorganismos, restos alimentares não removidos, permanecendo em contato com os dentes durante o tempo suficiente para as bactérias atuarem sobre estes detritos, provocando a desmineralização da estrutura dentária.

2. O que fazer para evitar a cárie?

     As principais sugestões para que se previna a cárie são:

- realizar uma correta escovação com creme dental com flúor, sempre após ingestão de alimentos;
- consumir uma dieta com baixo teor de açúcar, preferindo comer alimentos açucarados nas refeições como sobremesa, visto que em seguida será feita a escovação;
- aplicar selantes nos dentes, tornando-os menos susceptíveis à cárie, procedimento que é feito pelo dentista;
- utilizar flúor.

3. A cárie pode ser transmitida de uma pessoa para outra?

     Sim.
     Sendo a cárie uma doença provocada por bactérias presentes na boca, existe a possibilidade de transmissão destas bactérias de uma pessoa para outra, o que não significa que quem recebeu as bactérias irá desenvolver a doença, visto que a doença cárie depende dos outros fatores (dentes susceptíveis, dieta cariogênica e tempo para as bactérias atuarem sobre os detritos alimentares) além dos microorganismos. Este contato pode se dar através do beijo na boca, do uso de mesmos talheres, sopros para esfriar alimentos ou qualquer outra forma de contato boca-a-boca direto ou indireto.

4. Para que serve o flúor?

     O flúor tem como principal finalidade remineralizar o que foi desmineralizado pelo processo da cárie.

5. Como deve ser realizada a escovação?

I) Dentes Anteriores (da frente)
     Realizar movimentos verticais sempre da gengiva para o dente.

II) Dentes posteriores (de trás)
     a. Parte interna e externa: realizar movimentos verticais sempre da gengiva parra o dente.
     b. Parte oclusal (parte que amassa os alimentos): realizar movimentos de vai e vem.

III) Entre um dente e outro a escova não consegue limpar, sendo indispensável o uso do fio dental ou fita dental.

IV) Não esquecendo de limpar a língua, que assim como os dentes está suja e precisando ser escovada.

6. O que é placa bacteriana?

     A placa bacteriana consiste no acúmulo de resíduos alimentares e bactérias. Os resíduos não removidos com a escovação permanecem na boca tornando-se um meio propício para as bactérias se desenvolverem e atuarem acidificando estes detritos, o que provocará a demineralização da estrutura dental, dando início ao processo carioso.

7. Como se forma o tártaro?

     O cálculo dental, conhecido como tártaro é a placa bacteriana (definida anteriormente) endurecida, calcificada, mineralizada. Com o tempo, a placa bacteriana recebe a precipitação de sais minerais da saliva, tornando uma estrutura dura e fixa aos dentes.

8. O que significa o sangramento constante das gengivas?

     O sangramento gengival é uma característica da gingivite, ou seja, da inflamação das gengivas e merece ser observada por um dentista.

9. O que é piorréia?

     A inflamação da gengiva (gengivite), se não tratada, evolui para uma inflamação das estruturas em volta dos dentes, que são responsáveis em manter o dente fixo, e que uma vez comprometidas ocorre a mobilidade destes dentes, o que caracteriza esta inflamação em torno das raízes, chamada periodontite, conhecida como piorréia.

10. O que provoca a necessidade de um tratamento de canal?

     A cárie tem vários estágios. A princípio atinge o esmalte, camada superficial do dente; se não debelada, alcança a dentina, camada intermediária; não sofrendo interferência, acomete a polpa, camada mais interna responsável pela nutrição e inervação do dente. A partir do momento em que a polpa fica comprometida, torna-se necessário o tratamento endodôntico, o tratamento de canal.

11. Como é feito o tratamento de canal?

     Este tratamento consiste basicamente na remoção da polpa; limpeza e desinfecção do canal radicular, que é o local onde estava a polpa; e preenchimento deste canal com um material específico, o queal ocupará o espaço antes ocupado pela polpa.

12. Por que o dente fica escuro após o tratamento de canal?

     O escurecimento do dente pode ser provocado pela própria morte da polpa. Neste caso, o paciente já apresenta o dente escurecido mesmmo antes de realizar o tratamento de canal, podendo ser determinado pela presença de resíduos de polpa, sangue ou material obturador, na coroa. Ou ainda, causado por outros fatores, que independem do tratamento de canal, como: uso de certos medicamentos, fumo, problemas cngênitos, entre outros.
     Após concluído o exame clínico e detectada a causa do escurecimento dental, o dentista saberá se é possível clareá-lo e qual o melhor método para isto.

13. Como se faz para clarear dentes que estão escuros?

     O método utilizado para devolver a estética comprometida pela mudança de cor irá variar de acordo com o caso. Podem ser usadas substâncias clareadoras, aplicadas no consultório pelo dentista, ou em casa pelo paciente, onde ele usará a substância clareadora em uma moldura confeccionada e fornecida pelo profissional, que acompanhará atentamente a evolução do tratamento.
     Em alguns casos, é necessário se mascarar o(s) dente(s) comprometido(s) com um material próprio da cor que este dente deveria ser.
     Em quadros mais graves, esconde-se o dente escuro por meio de uma coroa de cor adequada.

14. Como fazer para fechar dentes separados?

     Os espaços entre os dentes, chamados diastemas, podem ser corrigidos através de aparelhos ortodônticos ou por meio da Odontologia Cosmética. No caso da Odontologia Cosmética, os espaços serão preenchidos por meio de materiais próprios ou pela colocação de coroas. O espaço sendo discreto, aumentam-se apenas os dentes separados, muitas vezes não sendo necessário nem mesmo o desgaste com brocas, utilizando-se apenas materiais aderentes ao dente.
     Caso o espaço maior e o aumento apenas dos elementos separados comprometa a estética, trazendo uma desarmonia na arcada, as mudanças necessárias serão feitas nos dentes vizinhos, para que fiquem todos em equilíbrio, em harmonia.

15. É possível aumentar o tamanho dos dentes?

     Sim.
     Este aumento é conseguido por meio de materiais específicos, aderentes ao próprio dente, através da colocação de coroas ou pela realização de uma plástica na gengiva. A escolha do método apropriado será feita de acordo com o caso.

16. Por que algumas pessoas precisam extrair os "dentes sisos"?

     Muitas vezes os terceiros molares, popularmente conhecidos como "dentes sisos", "dentes queiros", etc., precisam ser removidos, geralmente por estarem em posições que impossibilitam sua erupção ou por não terem se desenvolvido o suficiente para erupcionarem. Normalmente, estes dentes erupcionam entre os 18 e 21 anos, caso não aconteça até esta idade, é aconselhável que se consulte um dentista para que ele verifique se há necessidade de removê-los, visto que caso estes dentes estejam inclusos, retidos, sem condições para erupcionare, e não seja feita a intervenção, eles poderão trazer danos para a arcada dentária ou até mesmo para a saúde geral do paciente.

17. Existe tratamento para "língua presa"?

     Sim.
     É um tratamento simples e rápido, que consiste em soltar o freio lingual, que é a estrutura localizada abaixo da língua, responsável em fixar a língua ao assoalho da boca.

18. É possível recolocar um dente que caiu?

     Sim.
     Em acidentes augomobilísticos, esportivos ou qualquer outro onde a boca sofre trauma, é comum dentes, principalmente os anteriores, avulsionarem, caírem. Nestes casos, o dente "perdido" deve ser encontrado, colocado em líquido, como leite, soro fisiológico ou água e levado ao dentista, para que seja reposicionado no alvéolo, havendo grandes chances de sucesso.

19. O que é um implante?

     O implante é uma base confeccionada com material biocompatível, ou seja, aceita pelo organismo; tem a função de substituir as raízes de dentes ausentes. Após esta base ser colocada, é aguardado um período para que ela se integre ao organismo. Logo que esteja integrada, são colocadas as coroas dentárias sobre as bases implantadas. Os dentes faltosos são devolvidos sem a necessidade de se mexer nos dentes presentes (caso estes existam).

20. É necessário um implante para cada dente ausente?

     Não.
     Será colocado um número de implantes suficiente para segurar a prótese, posicionando-os em pontos estratégicos. Assim como na construção de edifícios colunas construídas em pontos estratégicos são suficientes para suportar todo o prédio, apenas alguns implantes montados nas posições precisas são o bastante para suportar toda a prótese.

21. Quanto tempo é necessário para concluir um tratamento com implante?

     A seqüência do tratamento é a seguinte:

a) Fase cirúrgica: momento em que as bases (implantes) são colocadas. O número de sessões necessárias para concluir esta fase dependerá da quantidade de implantes a serem colocados.

b) Fase de osseointegração: durante este período o paciente estará com uma prótese provisória, aguardando que os implantes se integrem, se fixem ao osso.

c) Fase laboratorial: é a etapa para colocação da prótese definitiva.

     A previsão de tempo para conclusão de todo o tratamento irá depender da extensão docaso, variando entre 4 e 10 meses.

22. Durante o tratamento, até se receber a prótese definitiva, fica-se sem dentes?

     Não.
     Em momento algum o paciente ficará sem dentes. Até a prótese definitiva ser montada, a estética e função será preservada por uma prótese temporária.

23. Implante provoca rejeição?

     Não.
     A rejeição é característica do transplante, onde o paciente recebe estruturas biológicas, como órgãos, tecidos, células. No caso dos implantes dentários, o paciente receberá um material inerte, biocompatível, esterilizado e descontaminado, não trazendo danos ao organismo, por ser aceito por ele. Os insucessos provenientes do implante se dá devido à inabilidade do profissional, falha no plano de tratamento, deficiência na realização da cirurgia ou na confecção da prótese, problemas sistêmicos e má higiene por parte do paciente, enfim, fatores advindos do processo do tratamento e não do implante em si.

24. Existem casos em que não se pode utilizar prótese fixa?

     Com o advento da Implantodontia, tornou-se praticamente inexistente a impossibilidade de uso da prótese fixa. Isto porque o que contra indica o uso de prótese fixa é a falta de apoios necessários para suportá-la. Quando não existem apoios naturais, ou seja, dentes, implantam-se bases nos locais onde há necessidade de apoio para a prótese fixa.

25. É verdade que uma prótese é capaz de rejuvenescer?

     Sim.
     Quando os dentes são perdidos, a musculatura sem apoio tende a ocupar o espaço sem dentes, provocando baixas e vincos.
     Quando os dentes perdidos são da região anerior, os lábios entram, dando a impressão de estarem mais finos, além do grande número de vincos que se formam nesta área. Sem os dente da frente, ocorre ainda a aparência de que nariz e queixo estão maiores. Enfim, a ausência de elementos dentários traz transformações que comprometem o visual, a função, a saúde, além do aspecto emocional e social.
     A partir do momento em que os dentes são repostos de maneira correta, restitui-se a estética, retirando alguns anos que o paciente parecia ter ganho, devolve-se a função e reestabelece-se o lado emocional e social do paciente.

26. Existe alguma forma de deixar uma prótese total segura?

     A retenção de uma prótese total é uma preocupação para o dentista, visto que é dada apenas pelo rebordo alveolar, coberto pela gengiva, pela saliva, pela tensão superficial e pressão atmosférica, ou seja, praticamente não há o que ofereça retenção à prótese.
     Atualmente, o implante dentário vem auxiliando na fixação de próteses totais. A prótese sobre implantes significa a solução para os desdentados totais, que não possuem estrutura óssea competente para receber um número suficiente de implantes necessários para instalação da prótese fixa. Neste caso, implanta-se apenas duas bases sobre as quais a prótese será encaixada, favorecendo consideravelmente a fixação da prótese.


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